Calculadora para pagar dívidas
Se você paga só o mínimo, os juros consomem boa parte da parcela e o saldo pode se arrastar por anos. Esta ferramenta projeta meses para quitar, juros totais e quanto você economiza em tempo e juros ao somar um pagamento extra fixo todo mês.
Com R$50.000 a 24% a.a., mínimo R$1.500/mês e R$500 extras:
- Sem extra: 56 meses (4 anos e 8 meses), juros ≈ R$33.220,87, total ≈ R$83.220,87
- Com +R$500: 36 meses (3 anos), juros ≈ R$20.005,63, total ≈ R$70.005,63
- Economia: 20 meses e ≈ R$13.215,24 só em juros Se o extra sobe para R$1.000, o prazo cai para 26 meses e a economia de juros fica em cerca de R$18.727,23.
Quais dados preciso para estimar quando termino de pagar?
Tenha o saldo devedor, a taxa anual e o pagamento mensal de cada dívida. Acrescente apenas um pagamento extra que consiga manter e compare prazo e juros nos dois cenários. A projeção depende da continuidade desses pagamentos e taxas.
Se considera substituir uma dívida por um novo crédito, compare também comissão, seguro e custo total no simulador de empréstimo pessoal.
O que esta ferramenta calcula
- Tempo de quitação só com o mínimo mensal
- Tempo de quitação com mínimo + pagamento extra
- Juros totais nos dois cenários
- Juros economizados e meses economizados ao pagar a mais
- Um breakdown mensal de referência no motor (primeiros meses)
O modo Uma dívida compara um saldo com e sem pagamento extra. Para taxas diferentes, escolha Várias dívidas: avalanche e bola de neve: simula de 2 a 20 contas simultaneamente, com taxas e mínimos próprios. Não é preciso somar saldos nem tirar média de taxas.
Como o modelo funciona
A cada mês incidem juros sobre o saldo restante e aplica-se o pagamento (mínimo ou mínimo + extra). O que excede os juros abate o principal.
taxa_mensal = taxa_anual / 12 / 100
juros_mes = saldo × taxa_mensal pagamento = mínimo (+ extra, se houver) se pagamento ≤ juros → a dívida não cai de forma sustentável senão → saldo = saldo + juros − pagamento
O processo se repete até o saldo ≈ 0 (teto de segurança: 600 meses). É um modelo educativo de parcela fixa; o mínimo real do banco pode ser um % do saldo, um piso ou incluir seguros.
Exemplo passo a passo (padrões)
Dados: dívida R$50.000 · taxa 24% a.a. · mínimo R$1.500 · extra R$500
- Taxa mensal = 24% / 12 = 2%
- Primeiro mês sem extra: juros = 50.000 × 0,02 = R$1.000; amortização = 1.500 − 1.000 = R$500
- Só com o mínimo, a quitação leva 56 meses (juros ≈ R$33.220,87)
- Com mínimo + R$500 (pagamento efetivo R$2.000), leva 36 meses (juros ≈ R$20.005,63)
- Diferença: 20 meses a menos e ≈ R$13.215 a menos de juros
Tabela de referência (mesmas premissas do motor)
Valores arredondados com a lógica da calculadora. Use seus números acima para um resultado exato.
| Dívida | Taxa a.a. | Mínimo / mês | Extra / mês | Meses sem extra | Meses com extra | Juros sem extra | Juros com extra | Juros economizados | Meses economizados |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| R$50.000 | 24% | R$1.500 | R$500 | 56 | 36 | R$33.220,87 | R$20.005,63 | R$13.215,24 | 20 |
| R$50.000 | 24% | R$1.500 | R$1.000 | 56 | 26 | R$33.220,87 | R$14.493,64 | R$18.727,23 | 30 |
| R$20.000 | 42% | R$1.000 | R$0 | 35 | 35 | R$14.997,80 | R$14.997,80 | R$0 | 0 |
| R$20.000 | 42% | R$1.000 | R$500 | 35 | 19 | R$14.997,80 | R$7.414,26 | R$7.583,54 | 16 |
| R$15.000 | 36% | R$800 | R$400 | 28 | 16 | R$7.374,18 | R$4.082,34 | R$3.291,84 | 12 |
| R$30.000 | 18% | R$1.200 | R$300 | 32 | 24 | R$7.883,78 | R$5.934,80 | R$1.948,98 | 8 |
| R$10.000 | 30% | R$500 | R$250 | 29 | 17 | R$4.035,93 | R$2.317,63 | R$1.718,29 | 12 |
| R$8.000 | 48% | R$500 | R$200 | 27 | 16 | R$5.024,84 | R$2.906,68 | R$2.118,16 | 11 |
Avalanche vs bola de neve (várias dívidas)
Quando há mais de uma dívida, a ordem importa.
Método avalanche
Pague o mínimo em todas → o extra vai para a de maior taxa → ao quitar, esse pagamento migra para a próxima mais cara
Vantagem: costuma minimizar o juro total. Ideal quando a diferença de taxas é grande (ex.: cartão a 42% vs empréstimo a 18%).
Método bola de neve
Pague o mínimo em todas → o extra vai para o menor saldo → ao quitar, esse pagamento migra para o próximo menor
Vantagem: motivação ao fechar contas rápido. Pode custar um pouco mais de juros, mas é mais fácil de manter.
Como usar esta calculadora com vários saldos
- Escolha Várias dívidas e informe cada saldo, taxa anual nominal e mínimo mensal fixo, na mesma moeda.
- Adicione um extra para o conjunto. O orçamento é a soma dos mínimos iniciais com esse extra.
- A ferramenta paga todos os mínimos e direciona o restante à maior taxa (avalanche) ou ao menor saldo restante (bola de neve). Empates seguem a ordem de entrada.
- Ao quitar uma conta, o dinheiro restante e seu mínimo são redistribuídos; o orçamento não diminui com o fechamento de contas.
- Compare juros, prazo e mês de quitação de cada conta. Cada mínimo deve superar os juros iniciais; saldos crescentes por pagamento insuficiente ficam fora do modelo.
Exemplo verificável: dois saldos de 100, taxas anuais de 12% e 24%, mínimos de 10 e extra conjunto de 100. Orçamento mensal 120. Avalanche termina em dois meses com 3,83 de juros; bola de neve também termina em dois meses, com 4,66. O modo múltiplo arredonda juros e pagamentos a centavos a cada mês. Se não terminar em 1.200 meses, mostra saldo pendente e valores parciais, não uma falsa data de quitação.
Por que o mínimo parece seguro, mas custa caro
Estar em dia evita atraso, mas o mínimo prioriza juros: não o menor custo total. Na linha de R$20.000 a 42% com R$1.000/mês, só os juros somam quase R$15.000 (~75% do principal). Subir R$500 extras corta 16 meses e economiza ~R$7.584 de juros.
O saldo não cai de forma sustentável. Aumente o pagamento, reduza a taxa (negociação/refinanciamento) ou pare novos gastos. Compare opções com empréstimo pessoal só quando o custo total realmente cair.
Como sair antes e pagar menos juros
- Qualquer extra estável reduz meses e juros: compare as linhas da tabela.
- Evite novos gastos enquanto quita: cada compra reinicia juros sobre um saldo maior.
- Meça capacidade com relação dívida-renda antes de consolidar ou pedir mais crédito.
- Se for migrar saldo de cartão para empréstimo, simule a parcela em empréstimo pessoal e abatimentos em pagamento antecipado.
- Libere fluxo com um orçamento mensal e envie o sobra para o extra.
- Para principal vs juros por período, use a tabela de amortização.
Erros comuns
- Achar que o mínimo “está ok” porque não há atraso: o custo total pode superar o principal.
- Informar um pagamento que não cobre o juro do mês.
- Comparar só a parcela confortável e ignorar o total pago.
- Consolidar e continuar usando o cartão ao mesmo tempo.
- Esquecer seguros, anuidades e tarifas no pagamento efetivo.
- Misturar taxas muito diferentes em um único cenário sem priorizar a dívida mais cara.
O que inclui e o que não inclui
Inclui (modelo de referência):
- Juros mensais sobre o saldo restante (APR / 12)
- Comparação mínimo vs mínimo + extra
- Juros e tempo economizados
- Teto de segurança de prazo
Pode não bater com seu extrato:
- Mínimo variável (% do saldo) ou regulado
- Períodos de carência, promo 0% ou parcelamentos
- Multa, mora e capitalização diferente
- Tributos/tarifas sobre comissões ou seguros que mudam com o saldo
- Pagamentos quinzenais ou irregulares
- Mudanças futuras de taxa ou mínimos: o modo múltiplo mantém taxas, mínimos e orçamento fixos.
Esta ferramenta é educativa e não constitui aconselhamento de crédito nem oferta de nenhum banco. Taxas, mínimos e encargos reais dependem do seu contrato, histórico e emissor. Revise o extrato e as condições vigentes antes de consolidar, negociar ou reestruturar.
Perguntas frequentes
Qualquer valor estável ajuda. No exemplo de R$50.000 a 24%, R$500 extras economizam ~20 meses e ~R$13.215 de juros; R$1.000 extras caem o prazo para 26 meses. Comece com o que cabe no orçamento e aumente quando puder.
Avalanche costuma economizar mais dinheiro (maior taxa primeiro). Bola de neve prioriza saldos pequenos e motivação. Se as taxas forem parecidas, escolha o plano que você vai cumprir.
Monte um fundo de emergência básico (1–3 meses de gastos essenciais). Depois priorize dívidas caras (cartões de dois dígitos altos): o juro pago quase sempre supera o rendimento de poupança líquida.
Só se a taxa + tarifas do empréstimo reduzirem o custo total e você se comprometer a não regenerar a dívida do cartão. Compare com empréstimo pessoal e revise seu DTI.
Muitas vezes sim: especialmente com bom histórico ou opção de portabilidade. Qualquer queda de taxa multiplica o efeito do pagamento extra.
Sim. Escolha Várias dívidas, informe as contas separadamente e compare ambas as estratégias com o mesmo orçamento mensal. Para um cartão com tarifas fixas, use também a parcela de cartão.